Como ter sucesso pessoal e profissional

Capítulo 9 – O Poder dos Ideais Universais

Extrato do livro Psicoterapia por Telefone, de Cláudia B. S. Pacheco:

Que tal ler esse mesmo artigo em inglês? clique aqui

Texto extraído do livro A Origem das Enfermidades, de Norberto Keppe, Primeira Parte, Capítulo 15:

Para você ter bom êxito precisa aceitar o sucesso das outras pessoas; estou dizendo que o sucesso próprio depende totalmente da aceitação do sucesso alheio – assim como a dimensão do passado tem de estar na do presente, e o próprio futuro incorporado à existência atual; tudo o que fazemos está correlacionado ao que os outros fizeram.

Assim, se admiramos os indivíduos de talento e capacidade, automaticamente os seguimos – e deste modo damos mais um passo adiante em relação ao que realizaram; mas se os invejamos, negamos e destruímos o que fizeram, nós próprios nos brecamos e nos impedimos de obter êxito.

A própria felicidade e bem-estar passam pela felicidade e bem-estar dos outros; quando os teólogos falam da necessidade de se ter caridade (para agradar a Deus), psicologicamente se trata de uma atitude fundamental para o indivíduo ser feliz; o bem pessoal só advém em decorrência do bem que o próximo usufrui.

Cliente: Este ano fiz um esforço muito grande para realizar bem todo o meu trabalho, e agora no final do ano estraguei tudo com minha atitude, falou chorando A.R.

Analista: Por que acha que está soluçando? Perguntei.

Cliente: Não sei bem.

Analista: É porque a senhora quer continuar promovendo desordem, e o pessoal não está deixando; arrependeu-se de praticar o bem, e colheu maus resultados.

Este é o motivo por que a maioria das pessoas segue a conduta patológica de seus líderes, que realizam livremente o mal, que grande parte da população gostaria de praticar.

Cliente: Não consigo conscientizar o que é bom; quando John Kennedy Junior faleceu eu chorei, porque me lembrei que muitas pessoas são contra essa família, falou G.G.

Analista: A que associa essa família? Perguntei.

Cliente: É a única família rica nos Estados Unidos que é boa.

Analista: Neste caso, o sr. se identifica com aqueles que atacam essa família.

Cliente: Sim, penso que sim; de certa maneira, penso que as coisas boas não têm chance, principalmente no meu país: Estados Unidos.

Analista: O sr. está dizendo que não dá chance para existirem coisas boas em sua vida. De outro lado, é justamente este aspecto de admiração, que nutre pela família Kennedy, que lhe dá equilíbrio.

Este é o grande dilema da inveja, pois o ser humano vê bem este problema nos outros, mas é cego quanto a si mesmo.

 

Cláudia: Este é um capítulo interessante desse maravilhoso livro. Posso até imaginar o que algumas das pessoas na linha telefônica possam estar pensando agora: como Keppe pode dizer coisas assim tão elevadas sobre os Kennedy, uma família corrupta, com tantos escândalos? Como Keppe considera a família Kennedy o símbolo de algo bom para o cliente? O importante aqui é que o cliente via nos Kennedy, de fato, não a corrupção, não o aspecto doentio e pouco saudável dessa família – mas os seus ideais muito bons – ideais, devo acrescentar, nos quais o mundo se baseou por muitos anos. E não somente os americanos! Eles foram uma luz para o mundo, e isso é muito apreciado por nós até hoje.

Mas vocês já sabem o que acontece quando pessoas tentam fazer algo bom, especialmente os mais humildes e menos hipócritas. Eles sempre terão fraquezas, como todo mundo tem, mas eles têm esse outro lado também – o esforço para fazer algo bom, os ideais. Eles querem fazer algo bom para os outros, para a humanidade. E aqueles que são invejosos olham para eles e dizem, “Como isso pode ser honesto? Como ele pode falar sobre essas coisas se ele é tão podre, se ele é doente, ou tem um casamento ruim, ou uma amante, ou isso ou aquilo?” Isto é o que acontece quando uma pessoa tenta fazer algo bom – a sociedade se volta contra ela para extinguir e destruir o bem que ela está tentando manifestar.

A sociedade usa seus problemas e suas fraquezas como desculpa para isso. E é tão fácil usar a fraqueza de uma pessoa para destruir o bem que ela está fazendo. Isto é exatamente o que aconteceu com a família Kennedy. Mas também vai mais fundo que isso: seus adversários políticos usaram as fraquezas dos membros da família para destruir não a família, mas os ideais que eles representavam: democracia, justiça social e liberdade.

Os Kennedy realmente tinham essa esperança para o mundo e fizeram um bonito trabalho quando eram vivos porque eles representavam o bem que temos dentro de nós; o bem que não deveríamos, nunca, nunca destruir em nós mesmos se quisermos fazer algo.

Quando Kennedy foi assassinado, eu era uma adolescente e realmente chorei como se tivesse perdido um parente próximo, da minha família. E assim fizeram milhares de jovens no Brasil, e isso não é por nada, não é uma ilusão.

As pessoas lamentam profundamente por essas grandes pessoas – Kennedy, Martin Luther King, Lincoln – não por suas ilusões, mas por causa do que era bonito e verdadeiro neles. E, então, o que os invejosos fazem? Eles pegam os defeitos e erros, que todos possuem – especialmente aqueles que estão no poder, porque eles têm mais o que fazer e, assim, seus erros aparecerão muito mais – e essas pessoas invejosas focam mais nos defeitos.

É fácil focar nos erros das pessoas no poder que estão tentando fazer algo bom (e deixe-me esclarecer que não estou falando das pessoas poderosas que têm a intenção de iniciar uma guerra, corrupção e problemas no mundo). Considerando a maior parte das pessoas… bem, quando você vai fazer seu café da manhã, os erros aqui não significam muito, mas se você ocupa a cadeira de um Presidente, se você está dirigindo um país como os Estados Unidos, e você comete um erro, isto significará algo muito mais sério que queimar um waffle.

Mas o que estou dizendo é que se você tem dentro de si uma luz, uma chama para fazer algo verdadeiramente grande para a humanidade, isto não é megalomania, não é arrogância. É muita humildade, porque você está dedicando sua vida e até mesmo colocando sua aceitação social em risco a fim de dar sua vida para uma causa maior.

Se tivéssemos mais Kennedys no mundo, como John Kennedy, com toda a sua corrupção e fraqueza por mulheres, por Marilyn Monroe, ou qualquer amante que ele possa ter tido, bem, ele fez um trabalho tão bom em seu tempo que elevou a América com seus ideais. Quando ele disse, “Não pergunte ao seu país o que ele pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer pelo seu país,” isto era apropriado para cada cidadão do mundo, não somente para os americanos. Portanto, sua perda foi uma enorme perda.

E isto é algo muito interessante para considerarmos hoje, porque eu acho que vocês estão num momento de virada na América, e estamos num mundo que, se não se voltar para esses valores universais e absolutos – não apenas em palavras, mas na prática – se não nos voltarmos para eles, será o fim. Será o fim.

H.J.: Eu notei, Cláudia, que a todas essas pessoas boas, sobre as quais estamos falando, foi dado um fim muito infame por indivíduos muito invejosos. Elas não chegaram ao fim de suas vidas. Isso mostra que todas as outras coisas que os outros tentaram fazer para desacreditá-las, enquanto elas estavam vivas, não funcionaram, mas a inveja permanecia tão forte que esses indivíduos sentiam que tinham que tirar essas pessoas bonitas da existência. Isto é uma coisa terrível.

K.M.: Eu me lembro desta música, “Abraham, Martin e John, os bons morrem jovens” (em inglês: “Abraham, Martin and John, the good they die young”). E isto me faz pensar, onde estão essas pessoas agora?

Cláudia: Elas estão dentro de nós! Dentro de nós! E temos que acordar e ver isso, e notar que Abraham, Martin e John, e outros idealistas estão em nós. Temos que imitá-los, devemos colocar esses ideais em prática e vivê-los, esses valores belos, eternos, transcendentais, universais. Agora, isso não é um legado? E essas pessoas das quais estamos falando foram valentes e corajosas o suficiente para trazer esses valores à tona.

Não estou dizendo que precisamos fazer uma revolução, eu não estou dizendo isso. Na verdade estou defendendo o oposto, pois não compartilho ideais militares. Minha filosofia é outra – ter os ideais de justiça, democracia e verdadeira liberdade. Bem, isso é algo que nenhum cidadão no mundo deveria esquecer que possui dentro de si mesmo.

J.R.: Isso é tão bonito, Cláudia. Num dos nossos livros de inglês, temos um discurso de Martin Luther King que usamos para ensinar o idioma: “Eu tenho um sonho.” É inacreditável. Lemos o discurso e, depois, o colocamos para os estudantes ouvir. Sabe, você não pode acreditar no sentimento que invade a sala quando aquele homem está falando. E eu sempre digo para os estudantes, “Do que isso se trata? O que há de poderoso nisso? O que mais te impressiona?”

Eles dizem todo tipo de coisas. Mas, no final, chegam em algo simples: King está dizendo algo completamente verdadeiro, que sempre foi verdade e que sempre o será. Não há nada mundano sobre isso. Não é sobre fixar um programa de governo ou embarcar em uma iniciativa. É a respeito de ideais universais. “A justiça correrá como a água e a retidão como uma poderosa corrente.” Estas são palavras completamente verdadeiras hoje, e serão eternamente.

Cláudia: E temos esses princípios e valores universais dentro de nós. Eles até mesmo são genéticos. Psicogenéticos.

M.M.: Incrível. Eles estão nos nossos genes. Isto não quer dizer alguma coisa? Portanto, é nossa responsabilidade individualmente ter isso reaceso, novamente despertado dentro de nós. E não deixar sufocado pela nossa patologia. É tão fácil esquecer isso e ficar sobrecarregados pela nossa patologia e nossos problemas mundanos. Mas isso é muito inspirador nesta manhã: ver a necessidade de fazer algo grande.

Cláudia: Na verdade, é a nossa única chance de ser felizes. E o que são todos os nossos problemas mundanos? Eles são tão insignificantes perto dessa grande maravilha e beleza do que nós podemos fazer e realizar. Quando negamos isso, quando nos encontramos dizendo, “OK, então isso é bonito, mas é um sonho, uma ilusão. Isso nunca acontecerá.”

Ou quando dizemos, “Oh, deixe outra pessoa fazer isso, eu sou tão pequeno e posso fazer tão pouco. Tenho que ganhar a vida, se eu não pagar minhas contas, quem pagará, etc.” Bem, isso é tudo besteira. Sinto dizer isso. Mas é. Isso tudo é nossa inveja se revelando. A inveja nega a possibilidade, a inveja diminui tudo.

H.J.: Mais cedo conversamos sobre Keppe dizendo que as pessoas invejosas não apreciam nada de bom nos outros, que elas não desfrutam das realizações dos outros, e aquelas pessoas mais bem-ajustadas facilmente aceitam o bem nos outros e suas realizações. Eu concordo plenamente com isso.

Cláudia: E com isso vem o entendimento de que todos nós temos de ser mais firmes nas nossas convicções e não nos tornarmos inseguros ou fracos quando as pessoas, mesmo membros muito próximos da família, começarem a questionar a validade de nossos ideais.

Esses ideais são muito importantes para o nosso equilíbrio, saúde e para tudo que está acontecendo em nossas vidas. Isso pode inclusive apoiar a sua família, essa chama interna que estamos reconhecendo através do trabalho de Keppe. Ele está acendendo essas chamas em nosso interior, e que sempre estiveram lá, como a luz piloto no fogão.

Essas pequenas chamas estiveram ardendo, mas uma vez ou outra algo aparece que as faz irromper em grandes chamas. Isto é o que acontece com a Trilogia, e aqueles que estão prontos para aceitá-la podem influenciar muito a sociedade. Qualquer um de nós que desejar fazer isso será muito necessário. Portanto, prestem atenção e não deixem outras pessoas diminuírem seus ideais.

Vocês podem se perguntar, onde estão esses líderes hoje? Nós somos líderes, cada um de nós em seu campo de ação, com nossos amigos e relacionamentos. Não precisamos ser presidentes para fazer isso. Somos muito influentes, especialmente quando falamos sobre coisas verdadeiras. Não esqueçam o que aprenderam aqui – a ressonância funciona principalmente com a energia essencial. É muito mais poderoso quando é uma ideia verdadeira do que uma mentira ou um delírio.

A mudança que está vindo será universal, significando que todos os países passarão por essa transformação. Mas não é um milagre. Temos um trabalho interior a fazer, e se nós não fizermos isso, se dissermos, “Não, eu tenho que somente cuidar dos meus probleminhas primeiro – minha família, meu estômago, o que seja,” bem, não devemos fazer isso. Se não temos ideais e se não vivemos para eles, nunca nos tornaremos melhores nas coisas menores. Esta é uma realidade psicológica.

Teleaula realizada em 20 de julho de 2002

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